Folha de SP, 31/3/2008
Segundo comunicado enviado ao mercado, a receita líquida da empresa foi de R$ 8,151 bilhões em 2006
A empresa aérea TAM informou nesta segunda-feira que encerrou 2007 com lucro líquido consolidado de R$ 128,896 milhões, queda de 78,93% na comparação com o lucro de 2006, que atingiu R$ 611,750 milhões. O principal impacto na queda, segundo a companhia, foi o aumento de custos gerados pela incorporação de 20 aeronaves à frota ao longo de 2007.
Segundo comunicado enviado ao mercado, a receita líquida da empresa foi de R$ 8,151 bilhões no ano passado, alta de 10,98% sobre 2006. O lucro bruto da companhia, por sua vez, caiu para R$ 2,292 bilhões no ano passado, após os R$ 2,613 bilhões registrados um ano antes. O lucro operacional caiu para R$ 212,695 milhões, redução de 77,05% ante 2006.
O Ebitdar (índice em inglês que representa o resultado operacional antes de despesas financeiras líquidas, depreciação, amortização e arrendamentos) somou R$ 352,88 milhões ante R$ 437,31 milhões no quarto trimestre de 2006, enquanto a margem no mesmo período passou de 22,5% para 15,4%.
No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 49,8 milhões, redução de 63,5% sobre os R$ 136,2 milhões obtidos um ano antes. A TAM explica que no período, os custos dos serviços prestados e despesas operacionais aumentaram 28,5%, atingindo R$ 2.202,4 milhões, comparados com R$ 1.714,1 milhões em 2006.
Os principais motivos foram aumento de combustíveis, despesas de comercialização e marketing, pessoal, tarifas de pouso e decolagem e de auxílio à navegação, despesas com manutenção e revisão e arrendamento de aeronaves e equipamentos.
A TAM informou ainda que, no quarto trimestre, atingiu fatia de mercado doméstico de 48,2% no mercado internacional, ficou com 71,5%. A taxa de ocupação média nos vôos domésticos foi de 70,5%. No ano, a empresa transportou 27,85 milhões de passageiros, alta de 11,3% sobre os 25,02 milhões de 2006.
"Estimávamos manter uma média de 13 horas voadas por aeronave por dia, mas devido a restrições operacionais no aeroporto de Congonhas durante parte do ano de 2007, atingimos uma média de 12,6 horas", explica a empresa em documento.
Para 2008, a companhia prevê alta de 8% a 12% na demanda no mercado doméstico. A expectativa é que a taxa de ocupação de suas aeronaves fique em cerca de 70%.
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