quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As guerras de preços e os lobbies de plantão

O breve artigo abaixo discute a questão das guerras de preço no transporte aéreo. Tema antigo, que vem desde os tempos do pós-ADA (Airline Deregulation Act, 1978), nos Estados Unidos, quando várias novas entrantes - induzidas pelas novas possibilidades do novo ambiente pró-mercado -, iniciaram a operação no mercado doméstico daquele país.

É certo que guerras de preço derrubam a lucratividade global da indústria. Nenhum empresário gosta de ver o preço de seu produto ter que ser "aviltado" no mercado - a não ser que isso faça parte de uma estratégia de expansão e promoção da empresa. O problema é que, quando uma empresa inicia suas promoções, as demais acompanham e em geral todas saem perdendo. A boa notícia é que o consumidor sai ganhando, tanto a curto quanto a longo prazo: preços menores no primeiro instante, e empresas mais aguerridas e competitivas no longo prazo.

Guerras de preço geram falência generalizada? Bom, essa é a tese de muitos tanto nos EUA quanto aqui no Brasil. Há analistas que defendem a volta de alguma forma de reregulação de preços ou de capacidade, para inibir que empresas sistematicamente entrem em falência. Argumentam que se por um lado o consumidor é beneficiado, em última instância, por outro lado, é o contribuinte que será prejudicado - pois o Estado de alguma forma será compelido a ajudar financeiramente, seja na forma de empréstimos, seja na forma de recursos a fundo perdido. A experiência norte-americana recente mostra que o Estado tem sido um "emprestador de última instância" em momentos de crise, como o 11 de setembro.

Importante frisar que não existe alternativa ao livre mercado. Não há mais como o transporte aéreo ter regulamentos que ofereçam restrições ao acesso, mobilidade e precificação de companhias aéreas. A experiência mostra que, sim, há crises e que, sim, há momentos em que o Estado se vê "tentado" a ajudar grandes empresas do setor. Tentado, não, compelido a fazer isso, por pressão dos inúmeros lobbies de plantão. O caso da "quebra" da Varig é ilustrativo disso. Mas a experiência também mostra que o transporte aéreo continua funcionando, antes ou depois das crises. As empresas aéreas continuam voando, antes ou depois das crises. O consumidor continua sendo beneficiado, antes ou depois das crises. Intervir pra quê? Para salvar empresários do risco que é inerente ao negócio? Há outras coisas mais importantes para pensar.

E viva as guerras de preço!

New Airline Price Wars

http://247wallst.com/2009/07/08/new-airline-price-wars/
Douglas A. McIntyre

Posted: July 8, 2009 at 5:13 am

Airline price wars are back, just when carriers cannot afford them. The price of jet fuel is up. Passenger traffic is down.

Southwest (LUV) is offering fare as low as $30 one way on short flights and $90 on longer ones.

Southwest, which has a strong balance sheet, may be able to afford cutting ticket prices to bring in customers. Larger carriers such as American (AMR) and United (UAUA) have huge debt burdens and are actually in the process of raising ticket prices and fees on items including extra baggage to make up for growing losses. A prolonged period of having to match low fares from discount carriers could drive the legacy airlines closer to the bankruptcies some investors already fear.

According to USA Today, Tom Parson, CEO of BestFares.com said “We haven’t seen $30 fares in at least 15 years.”

The industry has a multi-decade habit of cutting its own throat. Once airlines cuts prices to bring in traffic to fill unfilled seats more and more carriers match these to keep their customers. The cost of low fares when combined with low passenger loads undermines revenue. A carrier or two goes bankrupt and then they drop fares more to push up sales to get out of Chapter 11.

The recession is damaging airline prospects. A fare war will finish them off.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.