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A Alocação de Slots em Aeroportos Congestionados e
Suas Consequências no Poder de Mercado das Companhias Aéreas
Alessandro Vinícius Marques de Oliveira[†]
Resumo
O presente trabalho objetivou analisar o impacto que a dominância de recursos essenciais (essential facilities) tem sobre o poder de mercado, e, portanto, sobre a geração de vantagens competitivas das empresas detentoras dos mesmos. A partir de um arcabouço de parâmetro de conduta, procurou-se modelar o comportamento competitivo das firmas sob condições de diferenciação de produto – pelo lado da demanda – e de uma gama de padrões de interação estratégica – pelo lado da oferta. Por meio desta modelagem, foi investigada, a partir de métodos econométricos, a existência de poder de mercado devido à dominância ou à concentração da posse de recursos essenciais. Utilizou-se, como aplicação, o exemplo da concessão de horários de pouso e decolagem no sistema aeroportuário brasileiro – os chamados slots –, atendo-se aos efeitos da dominância de freqüências de vôo em dois dos mais movimentados aeroportos brasileiros, Congonhas e Santos Dumont. Utilizou-se, para isso, uma amostra com dados do mercado da Ponte Aérea Rio de Janeiro – São Paulo. Desenvolveu-se, assim, uma modelagem estrutural de demanda e oferta no mercado de transporte aéreo, visando identificar a conduta competitiva das firmas, em situações de maior concentração ou participação na posse de slots.
Palavras-chave: organização industrial, econometria, regulação, recursos essenciais, transporte aéreo.
[†] Núcleo de Economia dos Transportes, Antitruste e Regulação. Instituto Tecnológico de Aeronáutica (NECTAR/ITA). Email: avmoliv@ita.br. O autor agradece o apoio de FAPESP e CNPq.
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Referência:Oliveira, A. V. M. (2010) A Alocação de Slots em Aeroportos Congestionados e suas Consequências no Poder de Mercado das Companhias Aéreas. Revista de Literatura dos Transportes, vol. 4, n. 2, pp. 5-49.
Prezado Senhor,
ResponderExcluirPor que Te calas no momento em que a ANAC pretende consagrar a Resolução n.02?
A sua parcimônia com a atual direção, sem ao menos uma única crítica construtiva, nos permite cogitar que motivos os levam a ter este comportamento.
Amigo, não estou calado. Venho demonstrando há tempos que distribuir slots da forma que a Resolução n. 2 faz é ruim. É ratificar o poder de mercado das grandes incumbentes. Não sou político, sou apenas um acadêmico do setor. Se as autoridades não querem ou não têm força política para mudar o status quo, daí complica bastante, não?
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