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A Gol ainda é uma Empresa Low-Fare?
Henriette Cardoso de Amorim[†]
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar a situação da empresa aérea brasileira Gol dentro das classificações de mercado para o setor. Foi fundamentado em duas análises principais, a saber, dados de mercado e dados oriundos do modelo empírico. Por meio do “Prospecto de Distribuição Pública Primária e Secundária de Ações Preferenciais de Emissão da Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A.” (Gol, 2005), foi possível identificar vantagens competitivas e estratégias que norteiam a Gol. Suas declarações, destacadas aqui na Seção 2, indicam que a empresa mantém sua proposta de operar a baixos custos, através da utilização eficiente de aeronaves, operação de frota homogênea, uso de canais de distribuição eficientes e de baixo custo e abordagem operacional flexível e eficiente. Desta maneira a Gol se posiciona no mercado frente às suas concorrentes como uma ameaça no horizonte. Em relação aos preços por ela praticados, o modelo empírico construído revela que a Gol não se enquadra exatamente no conceito baixa-tarifa. Em relação às rivais, não foi verificada a prática de preços muito inferiores. Recai sobre a Varig a suspeita de prática de preços pré-falência durante o período da coleta, dado sua atual situação econômica, o que pode ter impactado a amostra, não deixando transparecer a situação real dos preços caso o mercado estivesse sob controle.
Palavras-chave: companhias aéreas, econometria, regressão, preços, transporte aéreo.
[†] Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Email: henrietteamorim@netscape.net.
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Referência:
Amorim, H. C. (2007) A Gol ainda é uma Empresa Low-Fare? Revista de Literatura dos Transportes, vol. 1, n. 1, pp. 23-45.
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