segunda-feira, 12 de abril de 2010

TAM versus Velha Varig. Quem ganha esse embate?

A notícia abaixo compara a TAM de hoje com a Varig de ontem. A Varig era uma daquelas chamadas "empresas de bandeira", onde os interesses da Nação se confundem com os interesses privados da companhia aérea. Era um misto de público-privado longe do atual conceito de PPP, simplesmente por não haver objetivos claros nos contratos de concessão. Acabou sendo extremamente ruim para a Varig, que não teve como se recuperar de seguidas crises e ainda não teve a ajuda de quem mais desfrutou dela por anos - o Estado. Não defendo ajuda a empresas estatais ou privadas. Mas também acredito que não é possível fazer essa comparação entre TAM e Varig sem dizer que as empresas possuiam objetivos diferentes no segmento internacional. As operações da TAM são extremamente eficientes, fruto de um aprendizado que o país teve, em termos dos benefícios (e malefícios) do livre-mercado. Agora, passados 7 anos, querer comparar o número de frequências, como o faz o Castellini abaixo, é bastante infeliz. Porque não discutir o share da TAM no mercado internacional, em comparação com o share da Varig em seus bons tempos? Esse é um tema que dá pano para manga...


Folha de São Paulo
São Paulo, segunda-feira, 12 de abril de 2010
TAM opera hoje mais voos por semana do que a velha Varig
DA REPORTAGEM LOCAL

A operação da TAM hoje se equipara à atuação da velha Varig em frequências de voos. A Varig operava 192 frequências semanais em 2003. A TAM hoje opera 203. A Varig tinha uma malha bem ampla, com mais voos de longo curso, enquanto a TAM está mais concentrada na América do Sul, com poucos destinos na Europa e nos Estados Unidos.
"Quando a Varig quebrou, existia um temor de que o Brasil ficaria desconectado do mundo, órfão de uma companhia de bandeira. Mas a TAM não só ocupou o lugar da Varig como a superou em número de frequências", avalia André Castellini, sócio da consultoria Bain&Company.
Para o vice-presidente comercial e de planejamento da TAM, Paulo Castello Branco, a estratégia de oferecer mais voos para menos destinos está ligada a uma disciplina financeira que não existia na Varig.
"Operação internacional é algo caríssimo e a TAM faz conta. A Varig atuava em vários mercados onde, para nós, a conta não fecha", diz Castello Branco.
No ano passado, praticamente a metade das receitas da TAM (de R$ 5,5 bilhões) veio das operações internacionais.

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