Agência AFP
FARNBOROUGH, REINO UNIDO - A companhia aérea americana Republic Airlines assinou uma carta de intenção para a compra de 24 aviões E190 da Embraer, anunciou a empresa brasileira nesta quarta-feira.
O valor do contrato é de 960 milhões de dólares, precisou a Embraer por ocasião do Salão Aeronáutico de Farnborough (Grã-Bretanha).
"Escolhemos esses aviões pelo conforto dos passageiros, seu desempenho, em particular nas zonas quentes e altas como Denver", explicou o presidente da Republic Airlines, Bryan Bedford.
Os primeiros aviões, utilizados para voos regionais, serão entregues em meados de 2011.
A fabricante brasileira Embraer já havia desembarcado com força na terça-feira no Salão de Farnborough (Grã-Bretanha) ao obter encomendas de 160 aviões por um valor total estimado de 5,8 bilhões de dólares em dois contratos que reforçam sua posição atrás de Boeing e Airbus.
A companhia aérea britânica Flybe anunciou a encomenda junto à Embraer de 140 aeronaves em um contrato com um valor potencial total de 5 bilhões de dólares, enquanto o grupo americano de aviões de frete Air Lease Corporation (ALC) encarregou a empresa de 20 aviões por cerca de 800 milhões de dólares.
A Flybe confirmou a aquisição de 35 aparelhos do tipo E175, um avião com capacidade para 88 passageiros, assim como opções de compra para 65 aeronaves adicionais da mesma linha e direitos de compra de outros 40 aviões.
Já os construtores aeronáuticos Airbus e Boeing receberam nesta quarta-feira novas encomendas milionárias neste terceiro dia do salão de Farnborough (Grã-Bretanha).
Mas a maioria dos contratos anunciados nesta quarta-feira - por mais de 8 bilhões de dólares no total - corresponderam a companhias da Ásia e do Golfo Pérsico, zonas de dinamismo econômico e crescimento do tráfego aéreo.
A companhia indonésia Garuda Indonesia comprou do construtor aeronáutico europeu Airbus seis aviões de longo alcance A330-200 por 1,1 bilhão de dólares.
Já a Thai Airways firmou carta de intenção para a compra de sete Airbus A330-300, avaliados em 1,48 bilhão de dólares.
Habitualmente pouco inclinado a revelar pedidos recebidos em salões aeronáuticos, a Boeing anunciou a venda à American Airlines de 35 aviões de médio alcance 737 por 2,7 bilhões de dólares.
O contrato se soma à venda de duas aeronaves de longo alcance 777-200 a Qatar Airways por 500 milhões de dólares.
A Boeing revelou, também, nomes de vários clientes que haviam efetuado encomendas já contabilizadas em seu balanço comercial.
Trata-se das companhias chinesa Okay Airways, pela compra de dez 737-800 estimada em 800 milhões de dólares, e a francesa Air Austral, por dois aparelhos do tipo 777 a um preço total de 500 milhões de dólares.
Já a companhia de frete RBS Aviation Capital (grupo RBS) anunciou nesta quarta ter encomendado 95 aviões a Airbus e a Boeing por 7,6 bilhões de dólares a preço de catálogo.
Concretamente, a RBS Aviation Capital encarregou a Airbus de 52 aparelhos do tipo A320 e 43 aviões da gama 737 ao americano Boeing, precisou em comunicado. O tradicional salão aeronáutico de Farnborough, na periferia de Londres, é considerado um dos maiores do setor e cenário de grandes operações comerciais.
Segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), a Europa continua sendo uma das regiões mais frágeis do setor aéreo depois da crise mundial.
Entre as decepções do salão, destaca-se a magra colheita do construtor canadense Bombardier, que não conseguiu inquietar no momento a Embraer e à empresa russa Sukhoi.
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