Cias aéreas investindo em aeroportos? Isso seria um sinal de novos tempos, se não se tratasse de uma empresa dominante no Brasil. Queria ver cias aéreas em parceria público-privada com aeroportos regionais, isso sim. Uma pareceria aeroporto-cia aérea-prefeitura, aí sim, seria perfeito - pois as prefeituras de pequenas e médias cidades têm que aprender que não basta trazer a cia aérea para cidade, é preciso ajudar a fomentar a demanda de longo prazo.
Uma cia dominante proprietária de um grande aeroporto? Alerta amarelo, pode ser sinal de aumento de poder de mercado. Mas, para suavizar esse papo: pode haver eficiências nessa relação vertical aeroporto-cia aérea. Há inclusive estudos nos Estados Unidos que mostram que as cias aéreas dominantes de aeroportos tendem a "internalizar" os efeitos de um congestionamento. Ou seja, se esforçam mais para não atrasarem e nem cancelarem seus voos do que cias pequenas no mesmo aeroporto. Será que isso evitaria os nossos episódios de apagão? Food for thought....
TAM pretende investir em aeroportos
Estado de São Paulo
Sábado, 24 de julho de 2010 9:01
SÃO PAULO - O modelo de expansão dos aeroportos brasileiros ainda está longe de uma definição. Mas a TAM já decidiu que não pretende ficar de fora desse processo. "Não queremos ser donos de aeroportos, mas participar da governança, para defender os direitos das companhias e dos usuários, nem que tenhamos de ter, para isso, uma participação no capital", diz Marco Antonio Bologna, o presidente da TAM S/A, a holding do grupo.
O governo anunciou recentemente investimentos de mais de R$ 6 bilhões para acabar com os gargalos nos aeroportos das cidades que vão receber jogos da Copa do Mundo, em 2014. Para Bologna, isso mostra pelo menos que o governo agora se conscientizou de que há realmente problemas de infraestrutura, e mostra disposição para resolver o problema.
Segundo o executivo, não falta dinheiro para os aeroportos. "Todos os fundos de infraestrutura do Brasil e do mundo querem participar, e também há recursos do PAC para isso", diz. O problema, segundo ele, é definir o modelo, se será público, privado, público-privado, se as empresas aéreas poderão participar. "Nós realmente queremos fazer parte", diz. "Não para ser donos de aeroporto. Mas para ter um assento na governança."
A primeira definição nessa área foi para o aeroporto de Natal, São Gonçalo do Amarante, cuja operação deve ser concedida à iniciativa privada. Nesse aeroporto, as empresas aéreas poderão ter uma fatia de até 10%. "Com isso, já dá para participar da decisão", diz Bologna. "Dependendo do modelo, se deixar só na mão de alguém que quer apenas retorno sobre o investimento, ele pode jogar um nível de tarifa muito alto, o que vai afetar os nossos clientes e a nossa operação." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_28831.htm
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