Consórcio Infraamérica é formado pelas empresas brasileira Engevix e a argentina Incorporación America
22/8/2011 - Agência O Globo
Num disputadíssimo leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, com 87 lances no viva-voz, o consórcio Infraamérica formado pelas empresas brasileira Engevix e a argentina Incorporación America venceu nesta segunda-feira o leilão de concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, a 13 km de Natal.
O aeroporto é o primeiro do Brasil a ser concedido à iniciativa privada, dentro do plano do governo de ampliar os investimentos no setor antes da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no país. O lance vencedor foi de R$ 170 milhões pela outorga, o que correspondeu a mais de 228,82% de ágio sobre o valor mínimo estabelecido, de R$ 51,7 milhões, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Outros três grupos apresentaram ofertas pelo aeroporto na primeira fase do leilão: ATP-Contratec (R$ 62,04 milhões), Aeroleste Potiguar (R$ 51,7 milhões) e Aeroportos Brasil (proposta inicial de R$ 75 milhões).
Para o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, o ágio no leilão mostra a confiança da iniciativa privada no setor aéreo brasileiro.
A Inframérica terá prazo de três anos para construir os terminais no aeroporto. A exploração de São Gonçalo do Amarante pelo consórcio será por 25 anos, prazo que poderá ser estendido por mais cinco anos, quando o aeroporto retornará à União.
A previsão é de tráfego de 3 milhões de passageiros no aeroporto em 2014, chegando a 4,7 milhões em 2020 e a 7,9 milhões em 2030.
A empresa, que derrotou a Triunfo Participações e Investimentos e o Grupo MPE, foi representada pela corretora BES Securities.
Atualmente, a Engevix atua em engenharia para rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e transportes de massa. Tem participação, por exemplo, de 22% na ViaBahia - concessão rodoviária em sociedade com a Encalso (23%) e com a espanhola Isolux (55%), operadora de 640 quilômetros de rodovias federais no estado nordestino.
A Engevix também está presente no mercado de tratamento de água e gestão de resíduos para a indústria, além de geração, transmissão e distribuição de engenharia elétrica e serviços de óleo e gás. No ano passado, adquiriu da WTorre o controle do Estaleiro Rio Grande.
A companhia se comprometerá com investimentos de cerca de R$ 600 milhões ao longo dos 28 anos do contrato de concessão. Além de construir o terminal de passageiros, com salas de embarque e desembarque, erguerá toda a área destinada à exploração comercial, como lojas e cinemas - além da manutenção do terminal. À União caberá concluir a construção das pistas de pouso e decolagem, do pátio para as aeronaves e da torre de controle.
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