Por Lais Carregosa, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília
O governo planeja leiloar entre 30 e 50 aeroportos regionais no primeiro semestre de 2025, com foco nas regiões Norte e Nordeste, como parte de um programa que pode envolver até 100 terminais. O objetivo é ampliar a infraestrutura aeroportuária e estimular a aviação comercial fora dos grandes centros urbanos, promovendo também o desenvolvimento econômico em áreas isoladas.
Entre os desafios apontados estão a baixa atratividade comercial de alguns terminais e a necessidade de ajustar contratos já vigentes para tornar as concessões viáveis. Além disso, a instabilidade econômica e a baixa densidade de tráfego nos mercados regionais dificultam o avanço do setor, que é sensível a oscilações de demanda.
O programa busca atrair investimentos, melhorar a conectividade aérea e oferecer novas oportunidades para empresas, incluindo as de baixo custo. No entanto, entraves regulatórios e jurídicos ainda representam obstáculos para que o mercado atinja seu potencial.
Trechos da notícia que são minhas visões sobre o tema:
“Quais os entraves para a aviação regional?
O professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Alessandro Oliveira, explica que o principal gargalo da aviação regional é a infraestrutura, ou seja, o investimento nos aeroportos.
Contudo, o especialista ressalta que o investimento não basta para garantir os voos. Oliveira cita a instabilidade econômica como um dos fatores que impedem o desenvolvimento da aviação regional, que atende a passageiros que viajam por necessidades motivadas pela renda.
“Se a renda das localidades é restrita por questões estruturais do país, daí a gente tem dificuldade de alavancar essas viagens", explica ele.
Segundo o professor, os voos que conectam o interior do país são sensíveis a oscilações de demanda. Ou seja, uma melhor situação econômica fomenta a demanda, assim como uma crise econômica reduz o número de passageiros.
“Outro fator que impede o desenvolvimento é a própria natureza da aviação regional que envolve uma densidade de tráfego menor. A densidade de tráfego menor é mais vulnerável aos ‘soluços’ da economia porque qualquer movimento para baixo no tráfego pode forçar uma companhia aérea a descontinuar um voo”, explica.
Oliveira destaca ainda a estabilidade regulatória e investimentos em infraestrutura como fatores que podem estimular o mercado de aviação no interior do país.”
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