25/4/2000
A juíza Rosa Maria de Andrade Néry, do 2º Tribunal de Alçada Civel, indeferiu nesta terça-feira recurso da Victória Régia, empresa que tem contrato de leasing de três Boeing 737-300 com a Vasp, e manteve a liminar em favor da companhia aérea. A liminar devolveu os aviões à Vasp e suspendeu a decisão do juiz Márcio Teixeira Laranjo, da 24ª Vara Cível, que determinava a devolução deles à empresa proprietária, em razão de atrasos nos pagamentos de aluguéis.
Até que fosse revogada a decisão de Laranjo, os aviões ficaram 15 dias parados. A juíza entendeu que a melhor solução é manter os Boeing com a Vasp. Caso contrário, até o julgamento final da ação de reintegração de posse movida pela Victória Régia, a não-utilização dos aviões causaria prejuízos às duas empresas. Se a Vasp ficasse sem os três aviões, teria problemas para operar também na ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro. Na segunda-feira, uma liminar de reintegração de posse de quatro aviões MD-11, usados em rotas internacionais, forçou a companhia a suspender os vôos para a Europa e Estados Unidos. De início, a Vasp informou que os vôos seriam realizados somente até hoje. Mas ela negociou com a Golden Gate, empresa da Boeing que é dona dos MD-11, a utilização dos aviões até o dia 14 de maio. Segundo a companhia, a partir do dia 15 de maio os bilhetes que já foram emitidos poderão ser endossados para outra companhia que opere na área ou, se preferir, o usuário poderá receber o dinheiro de volta. A Varig informou que se os bilhetes forem endossados e se houver lugar em seus vôos, transportará os passageiros da Vasp. A TAM não tem relações comerciais com a companhia, e disse que não aceitará o endosso. Hoje o Departamento de Aviação Civil (DAC) informou que não foi informado da decisão da Vasp e alertou que a empresa não pode parar de operar os vôos de uma hora para a outra.
Fonte: Agência Estado
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