quarta-feira, 9 de junho de 2010

Por um Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional

Precisamos urgentemente de um Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional Brasileira. Um plano que contemple não apenas fomento a linhas aéreas, mas um casamento de verbas para aeroportos, linhas aéreas e desenvolvimento local do turismo. Um banco de dados público deve cruzar as informações dos recursos alocados para cada uma dessas finalidades, de forma que uma localidade não receba verbas para uma alínea, mas falte verba para outra alínea. Critérios políticos podem ser combinados com critérios técnicos para a alocação, de forma a acomodar as diferentes fontes de pressão. No longo prazo, as pressões políticas podem também ser avaliadas com o olhar crítico dos critérios técnicos. Urge desenvolvermos uma modelagem dclara e transparente dos critérios técnicos, bem como das fontes de recursos para a parcela da aviação regional a ser fomentada. Mas não nos esqueçamos que aviação regional é também um negócio, que empresas como a Trip desbravam o País transportando passageiros em linhas regionais, gerando desenvolvimento e ainda extraindo lucro disso. Todo e qualquer modelo de fomento à aviação regional deve ter o cuidado de não criar empecilhos para o que já está dando certo no setor.

Vide notícia abaixo, de abril último.

Fonte: Diário de Cuiabá
Disponível em http://www.noticiasnx.com.br/2010/index.php?option=com_content&view=article&id=7367:-transporte-aereo&catid=47:ultimas-noticias
Sáb, 24 de Abril de 2010 01:14

Transporte aéreo não admite improvisos. Toda logística, infraestrutura, sistema de prevenção e ação, material humano e aeronaves devem obedecer às normas internacionais aplicadas no Brasil sob responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Por falta de capacidade de combate a incêndio em aeronaves de porte maior, a Anac suspendeu os pousos de decolagens dos jatos Embraer 175 da companhia aérea TRIP no Aeroporto de Alta Floresta. No entanto, bastou que a Força Aérea Brasileira cedesse um caminhão AP-2, específico para ocorrências em sinistros de aeronaves - com fogo -, e que a Anac capacitasse bombeiros militares lotados naquele aeródromo, para operações de aerosalvamento, e a pista foi liberada sem restrições dentro de sua capacidade operacional.

A realidade mostra que Mato Grosso é muito carente de infraestrutura de transporte aéreo. São poucos os aeroportos com pistas pavimentadas nas suas três regiões de colonização: Norte ou Nortão, Noroeste/Chapadão do Parecis e Vale do Araguaia.

No Nortão somente há pistas pavimentadas em Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sinop e Alta Floresta. No Noroeste/Chapadão do Parecis os aeroportos se concentram em Diamantino, Tangará da Serra, Pontes e Lacerda, Sapezal e Juína. No Araguaia, apenas em Barra do Garças, Água Boa e São Félix do Araguaia.

A falta de pistas pavimentadas é agravada ainda pela pequena quantidade de aeroportos que operam voos noturnos nessas três regiões. Felizmente Mato Grosso começa a avançar no setor de aviação civil, com projetos, obras recém-inauguradas e em andamento.

Na semana passada, o governador Silval Barbosa e o prefeito anfitrião, Maurício Tonhá, inauguraram a pista pavimentada com 1.535,5 metros e a iluminação do Aeroporto de Água Boa, obra conveniada entre Estado e prefeitura, no montante de R$ 3,5 milhões; porém, a Anac ainda não homologou essa pista para voos noturnos, apesar de sua construção e sistema elétrico atenderem às exigências. Também no Araguaia, o Aeroporto de Barra do Garças passa por reforma estrutural e, em maio, quando do aniversário de Vila Rica, Silval deve anunciar a pavimentação do aeroporto local.

Água Boa, Barra do Garças e Alta Floresta são exemplos de avanços no setor de transporte aéreo. Ainda na mesma área, o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, de Várzea Grande, será readequado para o aumento do fluxo de turistas em razão da Copa do Mundo de 2014, e o mesmo acontecerá com o Aeroporto Maestro Marinho Franco, em Rondonópolis, que receberá recursos de emenda do deputado federal Wellington Fagundes, também em razão do Mundial.

O lado ruim do setor aéreo em Mato Grosso é sua limitação ditada pela quantidade reduzida de aeroportos aptos a operar voos da aviação regional. O lado bom fica por conta dos avanços que acontecem nessa área, graças ao entendimento do governo de que é preciso investir nessa matriz de transporte.

“A realidade mostra que Mato Grosso é muito carente de infraestrutura de transporte aéreo”

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