domingo, 14 de março de 1999

[Recordar é Viver] Baixa estação reduz preço de viagens

Estado de São Paulo, domingo,14 de março de 1999

Promoções em pacotes ao exterior tentam amenizar o impacto do dólar mais alto

WELLITON MORAES

Se você pretende viajar para o exterior, faça uma boa pesquisa de preços e condições antes de tomar uma decisão. Com a disparada do dólar, as agências de viagens estão recorrendo a promoções para tentar despertar o interesse do consumidor por pacotes internacionais. Até porque está vigorando a baixa temporada, época em que a demanda por viagens internacionais cai e os preços dos pacotes ficam mais baixos. A Agaxtur, por exemplo, calcula a média da cotação do dólar comercial de um determinado dia da semana e mantém o câmbio fixo por três dias. Se, nesse período, a cotação cair, o valor do pacote será convertido pelo menor preço. Se a cotação subir, a conversão seguirá o preço fixado anteriormente. Na segunda-feira, o câmbio foi fixado em R$ 1,95 e quem comprou um pacote de US$ 1 mil pagou R$ 1.950,00. Se tivesse utilizado a cotação do dia seguinte, quando o valor médio do dólar subiu para R$ 2,10, o preço desse mesmo pacote teria subido para R$ 2.100,00. Na Starshine Turismo, o valor dos pacotes internacionais também está mais baixo. Um pacote para Machu Picchu (Peru), de seis dias, com hotel e café da manhã, que custava US$ 1.200,00, passou a ser negociado por US$ 940,00. As companhias aéreas também já estão oferecendo preços de baixa temporada. Na TAM, o bilhete São Paulo-Miami (EUA)-São Paulo custava US$ 899,00 na alta estação. Agora, esse valor caiu para US$ 586,00. Na Varig, o valor da passagem São Paulo-Londres-São Paulo custava US$ 1.456,00 e recuou para US$ 949,00. Na Vasp, o valor da passagem São Paulo-Los Angeles (EUA)-São Paulo caiu de US$ 733,00 para US$ 678,00. Na Transbrasil, a passagem São Paulo-Miami-São Paulo encolheu de US$ 645,00 para US$ 580,00. Impasse - A proposta da Associação Brasileira das Agências de Viagens de fixar o valor do dólar em R$ 1,70 na compra de passagens internacionais ainda não saiu do papel. O Departamento de Aviação Civil (DAC) é contrário a essa idéia, pois considera que esse procedimento colide com a legislação em vigor. Por ela, a conversão deve ser feita levando em conta a média dos preços verificada no dia anterior ao da emissão do bilhete.

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