Estado de São Paulo, Quarta-feira,17 de março de 1999
Dados do DAC com base em quatro grandes empresas revelam que o movimento caiu 13, 9% em fevereiro
SUZANA SANTOS
RIO – Dados do Departamento de Aviação Civil (DAC) revelam que o número de passageiros transportados para o exterior em fevereiro por quatro grandes empresas aéreas caiu 13,98% em relação ao mesmo mês do ano passado. Isso significa que menos 306.824 passageiros embarcaram em linhas internacionais em fevereiro deste ano. Foram transportados 1.886.490 passageiros este ano e 2.193.314 no ano passado, pela Transbrasil, Vasp, Varig e TAM Meridionais. A Transbrasil registrou queda de 74,08%. O número de passageiros caiu de 164.008 em fevereiro de 1998 para 94.231 em fevereiro deste ano. O transporte de passageiros para o exterior da Vasp apresentou recuou de 73,17%, saindo de 594.605 passageiros para 343.354. O recuo na venda de passagens internacionais na Varig foi bem menor, de apenas 1,83%, com retração do número de passageiros de 1.433.297, para 1.406.973. Apesar dos números da Varig parecerem menos drásticos, a companhia anunciou, oficialmente, a suspenção, a partir do dia 15 de abril, dos vôos regulares para Orlando, Washington e Atlânta, no Estados Unidos, Zurique, na Suíça, e Porto, em Portugal. O motivo: falta de passageiros. A expectativa é que em março o impacto da desvalorização do real seja maior do que o já registrado em fevereiro. O diretor de Planejamento da Varig, Manoel Torres, informou ao Estado, na segunda-feira, que os reflexos da crise estão mais fortes este mês. Expectativa – A expectativa do executivo é que as vendas de passagens aéreas internacionais caiam 10% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, como conseqüência da desvalorização do real, que encareceu o custo das viagens internacionais. A decisão da Varig não agradou às empresas especializadas em vendas de pacotes turísticos para Orlando. O diretor geral da agência Tia Augusta Turismo, Pascoal Fortunato, disse que o trabalho com grandes grupos ficará dependente de fretamento. Para ele, a desvantagem é que perde-se as garantias oferecidas por grandes companhias, como acomodação em hotéis, caso ocorram problemas de decolagem ou transferência dos bilhetes para outros vôos em caso de necessidade de antecipar a volta de algum passageiro. “É lamentável que isso ocorra em um destino de sucesso como Orlando”, reclamou. Os números do DAC, que tëm base em informações oficiais da companhias aéreas, refletem o fluxo de passageiros da Transbrasil , Vasp, Varig e TAM Meridionais – esta última foi a única que registrou crescimento no número de passageiros em fevereiro. A TAM Meridionais, que transportou em feveriro do ano passado apenas 1.404 passageiros, passou a embarcar 41.932 clientes para o exterior, o que aponta crescimento de 2.886,6%. Mas apenas aumento de 40.528 pessoas no número de passageiros transportados.
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