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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

[Recordar é Viver] Salários de aeronautas e aeroviários subirão 5%

20/12/07 - 16h37 - Atualizado em 20/12/07 - 16h45

Da Agência Estado

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), que congrega 16 empresas nacionais e 20 estrangeiras, informou hoje que fechou acordo com os sindicatos de aeronautas e aeroviários de todo o Brasil concedendo reajuste salarial de 5% a título de dissídio salarial.

Em nota, a entidade afirma ainda que além dos salários, as empresas também reajustaram as cláusulas de cunho econômico, como vale-refeição, cesta básica, diárias e seguro de vida. Os acordos beneficiam cerca de 9,5 mil aeronautas e 23 mil aeroviários filiados a sindicatos vinculados à CUT e à Força Sindical.

Os aumentos são retroativos a 1º de dezembro, data base das categorias. As Convenções Coletivas têm vigência de um ano e vigorará até 30 de novembro do ano que vem.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

[Recordar é Viver] Nova pista do aeroporto de Guarulhos causa polêmica

Publicada em 05/10/2007 às 19h21m

Wagner Gomes, O Globo Online

SÃO PAULO - O local onde será construída a terceira pista do Aeroporto Internacional de Guarulhos voltou a causar polêmica. O debate gira em torno da necessidade de remover - e indenizar - quase 6 mil famílias que se instalaram no local que, desde o projeto inicial, havia sido escolhido para expansão da área de pouso de aviões. A decisão será anunciada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, em 30 dias.

Se optar por seguir o projeto original, o governo terá de desembolsar R$ 600 milhões para desapropriar as famílias. A quantia representa 75% do dinheiro que será aplicado na construção das pistas. O prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (PT), defende que a obra seja feita no lugar programado. Deputados da oposição querem que as pistas sejam feitas na área da Aeronáutica, que abriga a Base Aérea de Cumbica.

- Pelo projeto original mais de 20 mil pessoas terão de deixar as suas casas. Se a pista for construída onde fica atualmente a Base Aérea, os prejuízos serão bem menores à população - diz o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

Segundo ele, a nova pista não será suficiente para desafogar o aeroporto se for feita seguindo o projeto original. Motivo: deve ter apenas 1.800 metros, como a do Aeroporto de Congonhas, considerada curta para aviões de grande porte. Além disso, não poderia ser usada simultaneamente às duas que já estão em operação. Se a pista for feita na Base Aérea, ela terá no mínimo 2.500 metros.

- Os aviões teriam de fazer uma grande manobra para aterrissar ou decolar por conta da Serra da Cantareira, que fica bem atrás - afirma Valente.

O deputado Jorge Tadeu Mudalem (DEM-SP) disse que a Base Aérea poderia ser transferida para São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Segundo ele, é mais fácil readequar a operação dos militares em outra cidade do que transferir moradores para outros lugares. Os deputados reconhecem que, uma parte dos moradores está irregular no local, invadido há mais de duas décadas, mas o bairro é hoje bem estruturado e muita gente já formou raízes na região.

- A construção da pista na Base Aérea não é uma coisa simples. Implica a desapropriação de prédios habitacionais (Parque Cecap), a retirada do Hospital Geral de Guarulhos e de um grande hotel da cidade. Qualquer que seja o projeto, as desapropriações devem acontecer - disse Pietá.

De acordo com o prefeito, seria necessária a remoção de pelo menos mil famílias da Cidade Jardim Cumbica e Paes de Barros para que a área fosse utilizada pelo aeroporto. Uma pedaço da mata atlântica também seria afetado e haveria ainda a distância da pista com o terminal de passageiros, na avaliação do prefeito de Guarulhos.

- A prefeitura está tomando as providências para a pista sair, mas não há outro lugar para a construção além do que já foi previsto no plano diretor do aeroporto. Ao lado da Base Aérea tem o conjunto habitacional Haroldo Veloso, há 37 anos, e um bairro residencial com ruas asfaltadas na Cidade Serodio, além de loteamentos - disse Pietá.

Segundo o prefeito, no total, seriam 3.500 famílias desalojadas se a pista fosse feita no local onde está atualmente a Base Aérea.

- Pelo projeto original, a desapropriação atinge 6 mil famílias e o custo para a remoção de todos e a construção da pista fica em torno de R$ 600 milhões. Desde 2002 há um decreto de desapropriação do governo do estado de São Paulo. Uma empresa será escolhida, por meio de uma licitação, para fazer o levantamento do terreno e definir os valores das indenizações. Já está tudo certo, não tem porque mudar nada agora - explicou o prefeito.

Para um dos coordenadores do Movimento Luta por Moradia, Elton Soares de Oliveira, que também defende a construção da pista na Base Aérea, o projeto original não é viável. Ele lembrou que as pistas atuais foram construídas com uma distância de 350 metros uma da outra e, por isso, as operações não podem ser realizadas simultaneamente.

- A aeronave pousa na pista principal e tem que cruzar a auxiliar para estacionar. Isso demora 45 segundos e atrasa toda a operação. A nova pista será curta, só para aviões pequenos, e não vai ajudar em nada as operações de Cumbica. Já a pista na Base Aérea será mais longe e permitirá a operações simultâneas. É claro, um novo terminal terá de ser construído, o prédio já existe - disse Oliveira.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

[Recordar é Viver] Comissão aprova indicação de militar para a Anac

20/09/2007 - 16:42:50

Foi aprovada a indicação major-brigadeiro-do-ar Allemander Jesus Pereira Filho para o cargo de diretor da Anac . Caso o Plenário confirme, ele deve permanecer no cargo até 2010

A Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, a indicação do major-brigadeiro-do-ar Allemander Jesus Pereira Filho para o cargo de diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para complementar o mandato do coronel Jorge Luiz Brito Velozo, que pediu demissão do cargo em 28 de agosto último. Como o mandato de diretor da agência é de cinco anos, o major-brigadeiro ficará no cargo até 2010, caso o Plenário do Senado também ratifique a indicação.

Allemander Filho exerceu vários cargos no extinto Departamento de Aviação Civil (DAC) por 26 anos, entre eles o de chefe do Sub-Departamento de Infra-Estrutura, o de diretor-geral do Instituto de Aviação Civil (IAC) e o de chefe da Divisão de Infra-Estrutura Aeroportuária. Atualmente, o major é o coordenador de projetos da Fundação de Serviços de Defesa e Tecnologia de Processos, consultor de aviação da empresa Aircon e professor do Instituto do Ar, da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.

O relator, senador Delcídio Amaral (PT-MS), acredita que a indicação de Allemander Filho para a Anac tem tudo para ajudar a aviação civil a sair da crise em que se encontra. Lembrou que os dois últimos acidentes aéreos (o da Gol e o da TAM, que vitimaram centenas de pessoas) causaram pânico na sociedade e que até hoje muitas pessoas têm medo de viajar de avião.

Críticas

Durante a reunião, o senador Valter Pereira (PMDB-MS) enfatizou que a crise aérea ainda persiste. Mas observou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, está tentando transformar a Anac em um órgão técnico, e não político. Para o senador, a Anac, nos últimos anos, vem-se posicionando "a serviço das empresas aéreas, que passaram a ditar normas e diretrizes a serem seguidas".

O senador José Maranhão (PMDB-PB), que é aviador, aplaudiu a indicação do militar para o cargo, por se tratar de um profissional da área. Ele também pediu a imediata saída de diretores da agência reguladora que não possuem perfil técnico. Para o senador, "a Anac não tem o direito de errar de novo". Maranhão solicitou ainda ao major-brigadeiro que, tão logo tome posse, envie ao Congresso Nacional um anteprojeto reestruturando toda a agência.

Já a senadora Serys Slhessarenko (PT-MS) solicitou ao major-brigadeiro que, caso seja confirmado para o cargo, adote medidas no sentido de proteger os usuários, incluindo um firme combate ao chamado overbooking, prática de marcação de assentos em número superior à capacidade do avião.

O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) disse ao militar que a aviação civil no Brasil "não é segura" e que, atualmente, "tem total pavor de viajar de avião". Mostrou-se descrente com relação às agências reguladoras em operação no país, incluindo a Anac, e disse que o trabalho delas tem sido "desastroso". Para o senador, Anac hoje significa "anarquia". Também mostrou-se assustado com o registro de dezenas de episódios depois do acidente de Congonhas (SP) que poderiam ter levado, na sua avaliação, a desastres de proporções fatais.

Tomaram parte dos debates, ainda, os senadores Jayme Campos (DEM-MT), Eliseu Resende (DEM-MG), João Ribeiro (PR-TO) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Southwest Airlines Sticks With Open Seating

Southwest Airlines Sticks With Open Seating
New system assigns passengers to a boarding group

By Mark Huffman
ConsumerAffairs.com

September 19, 2007

While nearly all airlines assign seating, letting passengers chose a window or aisle seat when they get their boarding pass, Southwest Airlines has always made it “first come, first served” when grabbing a seat. And after a review of that policy, the airline says it will stay that way.

“Our open seating has served us exceptionally well throughout our 36-year history, and, after much research, deliberation, careful evaluation, and significant feedback from our employees and customers, we've decided that it is here to stay,” said Gary Kelly, Southwest Airlines' Chief Executive Officer.

“When we began our extensive exploration into the way our Customers board the aircraft, we set out to accomplish two things: improve the Customer Experience and increase Customer productivity. The new boarding delivers on both accounts and complements our legendary open seating.”

However, the airline said it does plan to make changes to its boarding, saying goodbye to the perceived "cattle call" and eliminating the need for customers to “camp-out” in their boarding line at the gate.

“The boarding transformation will enhance customers' Southwest experience, while maintaining the carrier's core values and maverick character,” Southwest said in a statement.

Beginning in early November, customers will be assigned a letter and a number on their Southwest boarding pass when they check in for a flight. This unique combination, representing the customers' reserved spot in their boarding group-boarding positions, are separated into groups of five.

When a customer's boarding group is called, they simply find their designated place in line to board the aircraft.

The A group will queue first in two lines: A1-30 on one side of marked columns and A31-60 on the other side, followed by two groups of B, and then the remaining Cs.

“After testing assigned seats in San Diego last summer, we quickly learned that the majority of our customers did not want us to abandon our open seating but they did challenge us to enhance the way we board our aircraft,” Kelly said.

The airline began experimenting with several boarding processes last year at San Diego International Airport. Based on encouraging results, it says a new boarding option emerged using frontline Southwest employees and customer feedback.

Next, Southwest began constructing technology for a 2007 implementation in response to the initial San Diego results. In August 2007, the airline performed a “dress rehearsal” at San Antonio International Airport to confirm the carrier's preliminary findings and fine tune the process.

“Feedback from our San Antonio Customers and Employees has been overwhelmingly positive,” Kelly said. "One of our primary goals with the new boarding is to give Customers back what they value most -- time. All of our research proves that this new way to board does just that."

The carrier plans to introduce the new boarding at every airport it serves by early November 2007. Over time, Southwest also plans to modify its gates with columns and signage that reflects the new boarding groups.

Southwest Airlines announced a plan to enhance its product in late June 2007. Today's announcement is the first step in a laundry list of items the carrier will introduce over the next several months.

The company said the new style of boarding opens the door to future enhancements, allowing for product customization and additional incentives for the business and leisure traveler.

Southwest Airlines, at one time a regional discount carrier, has become one of the nation’s largest airlines, experiencing rapid growth as many “legacy” carriers struggled with financial issues, including bankruptcy.

http://www.consumeraffairs.com/news04/2007/09/southwest_seats.html

Southwest adds a twist to open seating system

Southwest adds a twist to open seating system
Budget carrier to change 'cattle call' by assigning number in boarding group

AP 19/9/2007

http://www.msnbc.msn.com/id/20872821/


DALLAS — Southwest Airlines Co. is sticking with its unusual system of letting passengers find their own seats instead of going to one that’s been assigned to them.

Southwest said Wednesday that its 36-year policy of “open-seating” is faster and customers like it.

The airline will tinker with the current system in early November, however, by assigning a number to each passenger within its three boarding groups. While this wouldn’t assign them a seat, it would dictate the order in which they could board the plane to find their own.

In another change, Southwest will stop automatically boarding families with young children first. Unless they have a coveted “A” boarding pass, families will board after the first 60 passengers beginning Oct. 2.

Chief Executive Gary Kelly said it wasn’t fair for families who arrived just before takeoff to jump ahead of other passengers who were already in line.

Southwest has conducted a Hamlet-like debate over its boarding policy for several years. Kelly said the airline was leaning toward switching to assigned seating until it surveyed customers and found that only about 30 percent favored a change.

And even for those travelers who wanted assigned seats, it didn’t dictate which airline they favored, he said.
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Southwest also considered a hybrid approach — letting customers pay extra for an assigned seat — but thought it would be too complicated, Kelly said.

It settled for a smaller change. Passes will have a number in addition to the familiar A, B or C. A traveler with B-16 would board ahead of someone with B-35 even if passenger B-16 rushed over from the food court just as boarding began.

Currently, the late-arriving traveler would have to go to the end of the “B” line.

To avoid the back of the line, customers wait at the gate an average of 45 to 60 minutes, said Executive Vice President Bob Jordan.

Southwest operates 3,300 flights a day and carries more domestic passengers than any other airline — 96.3 million last year — so any change in seating procedures would be a logistical challenge. The issue has long divided passengers.

Early birds who arrived first at the gate — or now, those who check in 24 hours in advance on the Internet — felt they earned an “A” boarding pass that guaranteed a window or aisle seat. The “B” passengers probably wouldn’t get an aisle seat, but they might find a pleasant-looking person to sit next to.

But those stuck in the “C” line had to rearrange contents of the overhead bin to make room for their carryon bag, then wedge into a center seat. Critics called open seating an undignified cattle call, and many wrote to Southwest to complain.

Southwest tested reserved seating last fall on about 200 flights from San Diego, then repeated the experiment last month in San Antonio. It surveyed the San Diego passengers and other frequent fliers.

The verdict, Kelly said, was clear. “Customers like choosing their seats,” he said.

Southwest also learned that assigned seating failed to speed up the boarding process — it even took one to four minutes longer — and so rejecting it was easy, Kelly said.

The Dallas-based carrier has stuck stubbornly to many of the vestiges of its 1970s roots.

Southwest stopped dressing its flight attendants in hot pants — and stopped calling them stewardesses — many years ago, but it kept using reusable plastic boarding passes long after other carriers switched to paper. Southwest was forced to change for security reasons after 9-11.

In the last few years, Southwest spent millions on technology that would have made it easier to end open seating. Then it spent “a couple million” testing assigned seating, Jordan said.

For that reason, Wednesday’s decision to stick with the status quo came as a surprise.

Copyright 2007 The Associated Press

terça-feira, 31 de julho de 2007

[Recordar é Viver] Crônica de um desastre anunciado

Crônica de um desastre anunciado

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/07/pais-e-filhos.html

"Congonhas está condenado desde 1982 quando uma comissão de vereadores, da egrégia Câmara Municipal de São Paulo, preocupada com o desenvolvimento da indústria aeronáutica e com o movimento de passageiros na capital bandeirante concluíra pela necessidade de se construir um novo aeroporto, de porte, capacidade operacional e segurança. Seguiu-se àquela época um tremendo debate sobre a localização do novo aeroporto de São Paulo. Havia três correntes distintas: uma defendia a transformação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas; outra queria a construção de uma obra faraônica (teria que cortar o cocuruto das montanhas) em Caucaia do Alto e uma terceira que pretendia valorizar a antiga Base Aérea de São Paulo, no bairro de Cumbica, em Guarulhos.
Independentes dos interesses que moviam cada grupo nesta escolha, todos concordavam com uma coisa: Congonhas estava condenado. E assim foi até os idos de 1990 quando o comandante Rolim, o mesmo que criou a TAM, decidiu que sua companhia não poderia mais voar com pequenos aviões turbo-hélices e muito menos apenas para cidades do Interior de São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Trouxe para o Brasil o reluzente e moderníssimo Fokker 100, um jato extraordinário, que podia operar em pistas reduzidas e com enorme autonomia.
Conseguir as linhas foi uma verdadeira batalha, digna de um Aníbal, por exemplo. Afinal, o histórico monopólio da VARIG, apoiado pela VASP e pela Transbrasil, não poderia permitir que o valoroso empreendedor do Táxi Aéreo de Marília pudesse entrar nesta panelinha.
Foi preciso comprar muita gente no finado DAC e não custou barato. Ainda mais em tempos de práticas alagoanas na capital federal. Mas, além das linhas, Rolim queria voar a partir de Congonhas, do condenado aeroporto de Congonhas, para o qual havia restado apenas meia-dúzia de Electras da ponte aérea e um monte de aviões de até 50 lugares. Nada mais.
É claro que ele conseguiu. E é claro que as outras empresas também voltaram a operar no velho Aeroporto. A segurança? A condenação? Ora, como se pode abrir mão de um equipamento social tão cômodo, incrustado no centro da cidade de São Paulo?
Nos tempos da fúria privatista tucana, o aeroporto de Congonhas se agigantou. Voltou aos bons tempos. Superou a marca de sete milhões de passageiros/ano. As companhias trouxeram aeronaves maiores, mais pesadas. A cidade de São Paulo se estruturou ali onde antigamente era a várzea do Pinheiros. Surgiram as avenidas Berrini, Águas Espraiadas, até a TV Globo, a Editora Abril, todo mundo mudou para o lado de cá de São Paulo. O trânsito tornou-se ainda mais infernal. Os moradores dos bairros de Campo Belo e Vila Guarany assistiram em pânico ao desastre da TAM de 1996. E se o avião tivesse decolado para o lado de Moema e se estatelado no Shopping Ibirapuera? Como caiu pelos lados do Jabaquara, foi culpa, é claro, do piloto que não percebera a abertura do reverso de uma de suas turbinas.
Não. Não faltaram alertas. O livro de ocorrência do DAC em Congonhas possui todo tipo de incidente aeronáutico que se pode imaginar. Mas, ao lado do aeroporto proliferaram grandes redes de hotéis, construiu-se em uma rara PPP até um estacionamento imenso operado pela Camargo Correa, que investiu os tubos e está ávida para recuperar seus reais. A Brasif abriu uma loja de produtos importados, uma das maiores vitrines do varejo aeroportuário do mundo. E a Infraero, é claro, do alto de sua competência ia dar um jeitinho para faturar uns trocados.
A confusão era tão grande que no ano de 2002, com uma capacidade saturada de oito milhões de passageiros, ocorreu o insólito atropelamento de um bancário, por um ônibus, em plena pista de táxi do aeroporto. Não há registro de tamanha calamidade nem mesmo nos aeroportos da Royal Air Force durante a invasão da Normandia, em junho de 1944.
O condenadíssimo aeroporto de Congonhas recebeu no governo Lula investimentos da ordem de R$ 530 milhões, construiu-se uma nova ala de embarque, nada menos do que 12 pontes para acesso as aeronaves. Tudo feito com o aeroporto em operação para satisfação generalizada dos contadores das companhias aéreas e demais interessados.
A capacidade do aeroporto foi aumentando de acordo com estes interesses: oito, dez, doze, dezessete milhões de passageiros/ano. Nada menos do que 650 operações/dia em 17 horas de operação. Ah! Sim. A pista do aeroporto não teria como agüentar tanto movimento. E não agüentou. O DAC morreu. A ANAC bem que tentou transferir pelo menos 40% dos vôos para outros aeroportos, desfazer o hub que havia se retomado. Mas, não conseguiu."

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Migração do aeroporto para rodoviária cria a 'ponte do asfalto'

Passageiros que preferem ônibus a avião citam tempo e medo para mudança.
Motorista diz que usuários ficaram mais 'elitizados'.

Fonte: g1.globo.com

Marta Cavallini Do G1, em São Paulo

Foto: Marta Cavallini/G1
Marta Cavallini/G1
Motorista Benedito de Souza Coelho Filho durante viagem até o Rio de Janeiro. (Foto: Marta Cavallini/G1)

O motorista de ônibus piauiense Benedito de Souza Coelho Filho faz há 17 anos trajetos interestaduais. Na linha que liga São Paulo ao Rio ele completou um ano na segunda-feira (23). Mas esta é a primeira vez que se depara com o que chama de passageiros “mais elitizados”.

“Dá pra notar que essas pessoas viajavam antes de avião porque elas perguntam sobre o trajeto, tempo de viagem, ponto de parada para comer, coisas que quem usa ônibus já sabe”, diz. Além disso, ele diz que dá para notar a mudança por causa da forma como os passageiros o abordam. “São pessoas mais bem educadas, bem vestidas e são mais bonitas”, alega.


Benedito afirma que, desde o acidente com o avião da TAM, no dia 17, o número de passageiros aumentou consideravelmente. O ônibus das 19h20 da Itapemirim que ele conduzia levava 31 passageiros na quarta-feira (25). Segundo ele, normalmente o número chega a no máximo 15 neste dia da semana. “Na terça-feira (24), no horário da meia-noite, levei 42 passageiros para o Rio. O carro saiu lotado. Isso nunca aconteceu numa terça”, diz.


Foto: Marta Cavllini/G1
Marta Cavllini/G1
Emerson Pinha teve de acalmar filha de 10 anos antes de viajar. (Foto: Marta Cavllini/G1)

Acostumado a ir de avião para o Rio, o agente de viagens paulista Paulo Falcão, de 43 anos, ia pela primeira vez de ônibus para a capital fluminense. “Avaliei: seriam 45 minutos de trânsito na Marginal Tietê até Cumbica, em Guarulhos, outras duas horas de espera no aeroporto e o mesmo tanto para aterrissar. Se somar tudo dá praticamente o mesmo tempo do ônibus”, afirma Falcão. “Pelo menos aqui vou descansando.”


Na mesma situação estava o supervisor de informática também paulista Anderson Dias, de 29 anos. Como tem de ir pelo menos uma vez por semana ao Rio, ele precisou trocar pela primeira vez o avião pelo ônibus porque não conseguiu encontrar passagem. “Está um caos. Precisa fazer uma transformação profunda, desde a infra-estrutura aeroportuária até o controle de tráfego aéreo”, afirma.


Outro que viajava pela primeira vez de ônibus a trabalho, o tecnólogo da informação, paulista, Emerson Pinha teve de acalmar a filha de 10 anos antes de partir. “Ela me perguntou antes de eu viajar: ‘não vai de avião, né papai?’” Segundo ele, outros funcionários da empresa onde trabalha estão indo para Curitiba também de ônibus. “Estávamos perdendo muitos compromissos”, diz. “Houve até uma discussão conceitual sobre qual meio de transporte iríamos usar”.


Foto: Marta Cavallini/G1
Marta Cavallini/G1
Edson Vizzoni e Lucy Mafra estão optando por ônibus para não perder seus compromissos. (Foto: Marta Cavallini/G1)

O engenheiro carioca Edson Vizzoni, de 55 anos, desistiu da ponte aérea e agora opta pela do asfalto porque a sede da empresa onde trabalha fica em São Paulo e ele prefere não arriscar a perder os compromissos. “Além de ser pontual, dá para planejar os horários”, diz, em relação aos ônibus.


A atriz carioca Lucy Mafra também trabalha em São Paulo e começou a usar ônibus no fim do ano, após os primeiros problemas com o tráfego aéreo. Se antes era para evitar os atrasos, agora ela reconhece que pega ônibus também por medo, devido ao acidente com o avião da TAM. “Prefiro dormir no ônibus do que no aeroporto.” (Veja a cobertura completa do acidente)


Carros extras

A Itapemirim colocou ônibus extras para atender a demanda. A maior procura tem sido para Curitiba. Na quarta-feira (25), a empresa colocou 22 carros extras desde as 6h. Para Porto Alegre foram abertos oito novos horários e para o Rio, seis. Segundo a empresa, o aumento no movimento no Terminal Rodoviário do Tietê está entre 30% e 35% maior que em meses anteriores. No entanto, a companhia credita o aumento não só à crise aérea, como também às férias.


Na Viação 1001, a venda de passagens também cresceu em média 30%. No trecho SP-Rio, que geralmente é servido por 16 ônibus, foram colocados mais nove carros para atender a demanda.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

[Recordar é Viver] Bruna Surfistinha comenta questão de prova

Polêmica sobre concurso
Extra Online

A ex-prostituta Bruna Surfistinha riu ao ler na internet que foi tema de uma das questões do concurso da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em entrevista ao EXTRA ONLINE, a loura, que agora atende pelo nome de Raquel Pacheco, disse que se surpreendeu com a notícia:

— Não imaginei que o meu livro fosse ser citado, quanto menos em um concurso público e de aviação!

Apesar de reconhecer que a questão sobre o seu livro é, no mínimo, inusitada, Raquel afirmou que as críticas são de pessoas preconceituosas que não aceitaram o sucesso de "O doce veneno do Escorpião":

— Fiquei imaginando o semblante dos que estavam prestando o concurso. É algo, no mínimo, hilário.

Na opinião de Surfistinha, é importante que um candidato saiba o título de seu livro, que conta a vida sexual de uma prostituta:

— Não exijo que o Brasil inteiro conheça a Bruna Surfistinha ou que leia o meu livro, mas quem já ouviu falar de mim, está bem informado sobre os assuntos discutidos nos últimos tempos. E em qualquer exame ou concurso que prestamos, além das questões que foram baseadas nos assuntos estudados em sala de aula, o interesse nos assuntos da atualidade é importante e conta muitos pontos.

Raquel não pensa em prestar seleções públicas, mas está estudando para o vestibular de psicologia. Tem planos de abrir uma clínica quando se formar.