| 15/09/2004 10:23 | Consumidor |
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá concluir hoje o processo em que a Varig, a Vasp, a TAM e a Transbrasil foram acusadas de formação de cartel na ponte aérea Rio-São Paulo.
As empresas estão sendo investigadas por terem feito reajustes em percentuais e períodos semelhantes em agosto de 1999.
Como o placar está em quatro votos a um contra as companhias e falta apenas um voto, a expectativa é a de que o Cade decida pela condenação. Se essa tendência se confirmar, as empresas serão chamadas a pagar 1% de seus respectivos faturamentos em 1998, pois a Lei de Defesa da Concorrência (nº 8.884) determina que as penalidades sejam aplicadas levando em conta o ano anterior ao da abertura do processo. A Transbrasil será cobrada por meio do espólio da empresa.
O voto restante, que deverá ser conhecido hoje, é o da presidente do Cade, Elizabeth Farina. Formalmente, os conselheiros do Cade podem modificar seus votos até o momento da proclamação do resultado. Mas, essa prática não é comum no órgão antitruste.
O voto condutor contra as companhias foi dado pelo conselheiro Roberto Pfeiffer em 1º de setembro passado. Ele considerou que as companhias implementaram os reajustes de 10% nos preços da ponte aérea seis dias depois de seus diretores terem se reunido num hotel em São Paulo.
Pfeiffer foi seguido pelos conselheiros Luiz Alberto Scaloppe, Ricardo Cueva e Luiz Carlos Delorme Prado.
Já o conselheiro Thompson Andrade votou pelo arquivamento do processo por entender que a semelhança entre os reajustes na ponte aérea não são prova de formação de cartel entre as companhias.
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